Sobre o golpe de 64, duas correções históricas

A ditadura é que foi militar, o golpe foi civil/parlamentar sob respaldo do STF


O golpe em si não foi militar em seu ato, ele foi civil, quem golpeou Jango foi o senador Áureo de Moura Andrade, que em 1964 desempenhou missão semelhante a de Eduardo Cunha em 2016, a de sujar as mãos no parlamento para converter a conspiração em golpe...

...quando na presidência do Congresso em 64 declarou "vaga a presidência da república" por não haver informações oficiais sobre o paradeiro do presidente, segundo Moura Andrade... 

...sendo que João Goulart se encontrava em território nacional, no Rio Grande do Sul com a Casa Civil da Presidência ciente de sua localização...

...isso no final da noite de 31 de março, com a sessão-golpista se estendendo até a madrugada de 1º de abril, já com o deputado Raniere Mazille sendo convocado a tomar posse como presidente interino.

A ação dos militares no golpe de 64 foi na alvorada do dia 1º de abril, quando os comandados do general Olímpio Mourão Filho se deslocaram de Juiz de Fora para tomar as ruas do Rio de Janeiro, tão logo o presidente do Congresso Nacional declarou vaga a presidência da república...

...para depois outras tropas de diversas regiões tomarem as ruas de todas as capitais do País, inclusive no Distrito Federal...

...portanto, o que os militares irão celebrar como participação no golpe de 64, não se deve realizar no dia 31 de março e sim no dia 1º de abril, sugestivamente o DIA DA MENTIRA, muito condizente com a postura do atual governante (sic) da nação.


Sobre o ato presidencial em apologia a ditadura-militar, o MPF se manifesta com virulência e alerta quer tal iniciativa constitui como crime de responsabilidade, passível de cassação do mandato.

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