Conforme já publicado
no blog, no dia 04 de março de 2013 eu havia protocolado dois requerimentos na
câmara dos vereadores, e um deles abordava as diversas irregularidades
encontradas no contrato de prestação de serviços entre a Top Mak e a
prefeitura. Na ocasião eu havia apresentado o atestado de capacidade técnica
falsificado apresentado pela empresa, os boletins de medição dos meses de março
e abril de 2012 em que registrava valores escandalosos nos itens relacionados,
além de divergências entre duas assinaturas atribuídas ao Senhor Valério
Gonçalves Pinheiro, e por fim apresentei um ofício do SINDSERV protocolado na
própria câmara de vereadores em dezembro de 2012 em que o presidente do
sindicato relatava acerca de um acidente envolvendo um veículo da prefeitura
conduzido e transportando irregularmente servidores da Top Mak. E na ocasião o
sindicalista entrou em contato com o servidor Valério Gonçalves Pinheiro, do
quadro efetivo da prefeitura para solicitar a ele um relatório detalhado sobre
a ocorrência supracitada. E o senhor Valério se mostrou surpreso com tal
solicitação sem saber que ele era o servidor designado para fiscalizar os
serviços prestados pela Top Mak, e ele afirmou categoricamente ao presidente do
sindicato de que ele não tinha conhecimento de tal nomeação, e o Rogério disse
que estava com a portaria de sua nomeação em mãos.
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Abaixo temos a gravação do telefonema entre o sindicalista e o servidor designado para fiscalizar a Top Mak
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Ouvindo com atenção a
conversa entre o sindicalista e o servidor, o presidente do sindicato informa
que está com o informativo oficial do município (O bom-jesuense) do mês de
outubro de 2012, sendo que a data da portaria é de março de 2012. Se essa
câmara fosse minimamente comprometida com a legalidade, o simples fato da
prefeita ter levado sete meses para dar publicidade de um ato administrativo já
seria o suficiente para caçar o mandato dela, bastando conferir no decreto lei
201 de 1967. Outro ponto irregular nesse acidente está no fato deste veículo da
prefeitura estava sendo conduzido por um motorista da Top Mak e transportava
irregularmente na carroceria servidores da Top Mak, deixando flagrante uma
segunda e dupla irregularidade, que é servidores terceirizados conduzindo veículos
municipais e sendo transportados na carroceria.
Inclusive nesse
telefonema, o Senhor Valério afirma também que os responsáveis da Top Mak
obrigam os motoristas contratados por eles a assinarem uma declaração de que
eles estão cientes de que não podem conduzir ou trabalhar em veículos oficiais
da prefeitura, mas o mesmo Valério admite que os mesmos servidores são
obrigados a trabalhar e conduzir veículos da prefeitura, ou seja, os
responsáveis por esse contrato já sabem que irão praticar o ilícito e submetem
os servidores contratados a assumirem as irresponsabilidades do secretário de
obras, covardia pouca, é bobagem.
Outro ponto em que o
Senhor Valério nos revela é o cabide de emprego que funciona nessa empresa,
pois ele foi indagado pelo Rogério que ele também era parte do grupo nesse
esquema, e ele confessou que o máximo que conseguiu foi “encaixar” a filha dele
com a autorização do Miguel Motta e da “Dona Branca”, e que foi por um período
de nove meses, mas que ela teve problemas de relacionamentos administrativos
com seus superiores na empresa.
Assistam novamente os vereadores engavetando a segunda grave denuncia apresentada a eles em março
de 2013
Ademais meus caros
leitores, na ocasião eu havia apresentado apenas dois boletins de medição da
Top Mak com valores escandalosos e com duas assinaturas atribuídas ao Senhor
Valério completamente divergentes, e os nobres vereadores não viram nada de
errado nessas denuncias e votaram pelo arquivamento da mesma conforme consta no
vídeo amplamente divulgado no blog, e que também acompanha essa reportagem.
Hoje já tenho em mãos onze boletins de medição da Top Mak, de março de 2012 a
janeiro de 2013, e os valores seguiram rigorosamente escandalosos, e com o
agravante de ter encontrado nada mais nada menos do que outras SEIS assinaturas
divergentes atribuídas ao Senhor Valério, o que vem de encontro de que ele
falou a verdade para o presidente do sindicato, mas depois de arquivada minha
denuncia de março de 2013, o vereador Carlos Ney afirmou na tribuna da câmara
que procurou o Senhor Valério para questionar sobre a divergência de
assinaturas, o que para espanto de todos, ele afirmou ao vereador que foi ele
mesmo quem assinou os boletins, mesmo tendo afirmado para o presidente do
SINDSERV não ter conhecimento de fora designado para essa função. E a câmara
não enxerga nada demais nessa sujeira toda.







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